A Reforma Tributária representa uma das maiores mudanças no sistema de tributação sobre o consumo no Brasil.
E, para as empresas, seus impactos não estarão restritos ao setor fiscal ou contábil.
A mudança na estrutura tributária pode afetar formação de preços, contratos, margens, fluxo de caixa e até decisões relacionadas ao modelo de negócio.
A implementação do IBS e da CBS exige que as empresas estejam preparadas para uma nova dinâmica.
Isso significa analisar como os tributos serão refletidos nas operações e quais impactos poderão surgir ao longo do período de transição.
Um contrato de longo prazo, por exemplo, pode ter sido negociado considerando uma determinada estrutura tributária.
Se essa realidade mudar, as condições originalmente estabelecidas podem precisar ser revistas.
O mesmo raciocínio vale para preços, fornecedores, clientes e planejamento financeiro.
Por isso, esperar a mudança acontecer para depois analisar os impactos pode significar perder tempo e capacidade de negociação.
A Reforma Tributária precisa ser tratada como uma questão empresarial.
Empresas mais organizadas terão maior capacidade de identificar riscos, revisar contratos, ajustar estratégias comerciais e tomar decisões com antecedência.
O empresário não precisa esperar a implementação completa para começar a se preparar.
Quanto antes a empresa entender os possíveis impactos sobre sua operação, maior será sua capacidade de adaptação.