Abrir uma empresa nos Estados Unidos tornou-se uma alternativa cada vez mais considerada por empresários brasileiros.
Mas existe uma diferença importante entre internacionalizar uma empresa e simplesmente abrir uma empresa no exterior.
A criação de uma estrutura internacional precisa estar conectada aos objetivos do negócio.
Dependendo da atividade, do modelo operacional, dos clientes e da origem das receitas, uma empresa nos Estados Unidos pode facilitar operações internacionais, ampliar possibilidades comerciais e contribuir para uma estrutura empresarial mais preparada para o mercado global.
Porém, não existe uma fórmula universal.
A ideia de que abrir uma empresa nos EUA significa automaticamente pagar menos impostos é uma simplificação que pode levar o empresário a tomar decisões equivocadas.
É necessário analisar como a estrutura será utilizada, onde estão os clientes, onde ocorre a operação, como os recursos circulam e quais são as obrigações fiscais e jurídicas envolvidas.
Além disso, uma estrutura internacional precisa estar alinhada à realidade da empresa brasileira e às regras aplicáveis ao empresário e aos seus negócios.
Internacionalização não é simplesmente mudar o endereço da empresa.
É criar uma estrutura capaz de acompanhar o crescimento do negócio em diferentes mercados.
Por isso, antes de abrir uma empresa no exterior, o empresário deveria responder a uma pergunta fundamental:
Qual problema estratégico essa estrutura internacional pretende resolver?
Quando essa resposta está clara, a internacionalização deixa de ser uma tendência e passa a ser uma decisão empresarial.