No início de uma sociedade, é comum que os sócios estejam alinhados em relação aos objetivos da empresa.
Existe confiança, entusiasmo e uma visão compartilhada sobre o futuro.
Mas empresas mudam.
Os interesses dos sócios podem mudar, novas oportunidades podem surgir e decisões que pareciam simples podem se tornar complexas.
O que acontece quando um sócio quer vender sua participação e o outro não?
E quando um deles deseja investir mais na empresa enquanto o outro prefere distribuir os resultados?
Ou quando existe uma divergência sobre a direção estratégica do negócio?
É justamente nesses momentos que a ausência de regras previamente estabelecidas pode gerar conflitos significativos.
Um acordo entre sócios pode estabelecer critérios para situações como entrada e saída de sócios, transferência de participação, tomada de decisões, distribuição de resultados e resolução de conflitos.
O objetivo não é presumir que os sócios irão entrar em conflito.
É evitar que, caso isso aconteça, a empresa fique sem uma direção clara.
Quanto maior a empresa, maior tende a ser a importância de estabelecer regras que ultrapassem a relação pessoal entre os sócios.
Confiança é importante para uma sociedade.
Mas confiança não substitui estrutura.
Uma empresa bem organizada precisa estar preparada inclusive para momentos de divergência.