Muitos empresários são o principal motor de suas empresas.
Participam das decisões, acompanham clientes, aprovam contratos, resolvem problemas e estão envolvidos em praticamente todas as áreas do negócio.
No início, isso pode ser necessário.
Mas conforme a empresa cresce, essa dependência pode se transformar em um risco.
Imagine uma empresa em que os principais clientes possuem relacionamento exclusivamente com o fundador.
Ou uma operação em que apenas o empresário conhece determinados processos.
Ou ainda uma organização em que decisões importantes dependem constantemente de uma única pessoa.
Essa dependência pode dificultar o crescimento e também afetar a percepção de valor do negócio.
Uma empresa precisa ser capaz de funcionar por meio de processos, pessoas, governança e estrutura.
Isso não significa eliminar a participação do empresário.
Significa fazer com que o negócio tenha capacidade de continuar funcionando e crescendo mesmo quando ele não está presente em cada decisão.
Esse ponto também pode ser relevante em uma futura operação de M&A.
Quanto mais dependente a empresa estiver de uma única pessoa, maior pode ser o risco percebido por um potencial comprador.
Construir uma empresa que funciona sem depender exclusivamente do seu fundador é, portanto, uma estratégia de crescimento.
E também pode ser uma estratégia de valorização.
No final, existe uma pergunta que todo empresário deveria fazer:
Se eu me afastasse da empresa por 30 dias, ela continuaria funcionando normalmente?
A resposta pode revelar muito sobre o nível de estrutura do negócio.