No cenário internacional, a consolidação de acordos relacionados ao Pilar 2 da OCDE — que institui regras de tributação mínima global para grandes grupos multinacionais — representa um dos movimentos tributários mais relevantes da atualidade.
O recente avanço nas negociações internacionais reforça o compromisso de diversas jurisdições em adotar mecanismos que assegurem uma tributação mínima efetiva, reduzindo a possibilidade de planejamento fiscal agressivo por meio de alocação artificial de lucros.
Ainda que o Brasil esteja em processo de adaptação ao padrão internacional, empresas brasileiras com operações no exterior ou grupos estrangeiros com atuação no país devem acompanhar atentamente os desdobramentos.
Possíveis repercussões
• Necessidade de revisão de estruturas societárias internacionais
• Ajustes em políticas de preços de transferência
• Avaliação da carga tributária efetiva consolidada
• Ampliação de obrigações de reporte e compliance
O ambiente tributário internacional caminha para maior coordenação entre países e redução de assimetrias.
Considerações finais
O ano de 2026 confirma uma tendência inequívoca: a tributação tornou-se um eixo central da estratégia empresarial, tanto no âmbito doméstico quanto internacional.
Para empresas de todos os portes, a atuação preventiva e o acompanhamento contínuo das mudanças normativas são instrumentos indispensáveis para preservação da segurança jurídica e sustentabilidade financeira.
O cenário exige integração entre áreas fiscal, contábil e jurídica, bem como monitoramento constante da evolução legislativa e jurisprudencial.