Brasil assume presidência rotativa do Mercosul

Com a presença do presidente Jair Bolsonaro, o Brasil assumirá a presidência rotativa do Mercosul por um período de seis meses nesta quarta-feira (17), durante reunião dos chefes de Estado do bloco em Santa Fé, na Argentina.

A cerimônia da 54ª Reunião do Conselho do Mercosul será realizada após debates entre os representantes de governos e diplomatas, que devem discutir medidas para simplificar e desburocratizar as relações comerciais e institucionais entre as nações que compõem o próprio bloco e outros países.

“Durante a campanha presidencial, o então candidato a ministro de economia Paulo Guedes chegou a afirmar que o Mercosul não seria a prioridade na agenda econômica do Brasil. A assinatura do acordo de comércio internacional com a União Europeia no mês passado e ao assumir a presidência do Mercosul hoje contribuem para colocar o Mercosul no topo da agenda da política internacional e econômica do Brasil. Além do acordo com a União Europeia, o Mercosul está negociando com European Free Trade Association (EFTA) cujos membros são Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça (este último já assinou recentemente tratado bilateral de comércio diretamente com o Brasil) e com o Canadá. Desse modo, o Brasil sinaliza inequivocamente a sua agenda liberal econômica que busca no comércio internacional a expansão de sua economia, o que comprova a validade da teoria das vantagens comparativas formulada por David Ricardo no século XVIII.”, comenta Dr. Douglas de Castro, Advogado responsável pela área Ambiental/Regulatória e Internacional do Cerqueira Leite Advogados Associados.

A delegação brasileira é liderada pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e tem o objetivo de aprofundar as providências adotadas pela Argentina, país que é o atual líder pró-tempore do bloco e comandou com sucesso as negociações com a União Europeia Tarifa Externa Comum – Segundo integrantes da delegação brasileira, o Brasil vai trabalhar para reduzir as Tarifas Externas Comuns (TECs), que são aplicadas na comercialização de produtos entre os membros do bloco. As TECs foram criadas no início do Mercosul para proteger a indústria de cada país e, dessa forma, evitar o monopólio da produção. Com o tempo, porém, as TECs contribuíram para que o Mercosul se transformasse em um bloco de países fechados e avessos ao comércio mundial.

O fechamento do acordo com a UE vai proporcionar, segundo os brasileiros, que essas tarifas sejam reduzidas para que o comércio na região se iguale às condições do bloco europeu.

 

Fonte: https://istoe.com.br/brasil-assume-presidencia-rotativa-do-mercosul/